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Allan Kardec

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Crise na educação e a influência dos espíritos

Escrito por Celso Maielari   
Nunca se viu antes uma degradação tão grande do setor da Educação no Brasil: professores agredidos em sala de aula, drogas nos pátios, brigas entre gangues à saída do período letivo e depredação dos prédios das escolas.
Os políticos, independentemente da coloração partidária, sempre colocam a Educação como prioridade em suas campanhas eleitorais. Porém, passadas as eleições, o que se vê é a pauperização da categoria dos professores, a falta de reciclagem dos mestres (antigamente eles eram chamados assim) e os investimentos na área sendo desviados para outros fins.
O tema é recorrente, opiniões e soluções não faltam para o “salto de qualidade” da Educação em nosso país. Agora, contudo, um novo enfoque para o problema foi trazido à luz pelo Espiritismo e pelo trabalho da médium Eliane Macarini, juntamente ao espírito Vinícius, pseudônimo adotado pelo grande educador espírita Pedro de Camargo, orador e incentivador do desenvolvimento das escolas da Federação Espírita do Estado de São Paulo, desencarnado em 1966.
A dupla é responsável por um dos livros mais importantes da recente literatura espírita. Lançado em março deste ano pela Lúmen Editorial, a obra Comunidade Educacional das Trevas – Um alerta para pais, professores e alunos veio trazer uma nova visão a respeito do tema ao incluir a obsessão como ingrediente fundamental na análise de tanta degradação. A situação deprimente nos colégios e estabelecimentos de ensino (públicos ou particulares) é reflexo da atuação de espíritos inferiores escravizados e treinados na Comunidade Educacional das Trevas, região especializada em criar perturbações na área escolar, visando, sobretudo, desvirtuar jovens ainda sem a devida força interior para rechaçar o mal. Esses jovens, presas fáceis para obsessões, começam a mudar o comportamento insuflados por ideias planejadas na Comunidade, cujas estratégias inferiores de ação são comandadas por espíritos inteligentes e preparados, só que voltados para o mal, como é o caso de Tibério, um dos líderes da Comunidade Educacional das Trevas.
“Vinícius é um espírito preocupado com a educação e o desenvolvimento espiritual de nossos jovens”, confirma a médium Eliane Macarini, que reside na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo. “E além disso – completa – é também um especialista em estudos da obsessão”. E é verdade: os outros três livros de Vinícius (Pedro de Camargo) abordam justamente casos difíceis de intrincadas obsessões. São eles: Obsessão e Perdão, Resgate na Cidade das Sombras e Aldeia da Escuridão, todos abordando a difícil transição de um espírito das trevas à luz.
Quanto ao tema da Educação, será que tudo está perdido? Nossos filhos e netos estarão irremediavelmente perdidos nas garras das gangues escolares influenciadas por espíritos inferiores? “Não, tudo já está mudando”, afirma Eliane Macarini. “Vinícius nos mostra em seu livro que uma plêiade de espíritos abnegados trabalha incansavelmente para neutralizar as forças do mal. Falanges de luz preparam-se para reencarnar na área da Educação e trazer de volta para as escolas os valores essenciais à evolução do ser humano”, conforta a médium.
Nós, aqui no plano físico, temos que fazer a nossa parte. Já faríamos muito se efetivamente transformássemos a Educação em prioridade: investimentos, salários dignos, reciclagem, conhecimento compartilhado e todas as crianças dentro das escolas. Afinal, só se neutraliza o mal fazendo o bem, essa é a melhor política.



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tentações

Todos os dias nós somos testados nas mais diversas condições da vida.
As tentações materiais são as que mais nos atingem e mais devemos estar vigilantes.
Muitas vezes as decisões que temos a tomar serão difíceis, mas nós hoje já estamos em condições de tomá-las da maneira correta, pois os ensinamentos de JESUS estão presentes em nós.
Aconselhe também aos que estão a sua volta para "Não Caírem em Tentações".

Fiquemos sempre com a Luz de JESUS.

De um Companheiro de Jornada

Mensagem recebida, pelo Grupo de Estudos de Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis.

2ª Feijoada Solidária

O Centro Espírita Jesus de Nazareth realizará no dia 27 de fevereiro de 2011, no salão de eventos da loja maçônica Eddeus Feitosa às 10h30minh a segunda feijoada solidária com finalidade de arrecadar recursos para as reformas que já estão em andamento. Para ajudar, você pode adquirir um ou mais bilhetes que estão à disposição com os representantes do CEJN ao preço de R$ 5,00, e também no local do evento.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

REFORMADOR

Palavras aos pais e aos evangelizadores da infância

     José Passini

     “Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.”1 Visão que se tem da criança pela ótica espírita difere fundamentalmente daquela que é sustentada pelas doutrinas que pregam a unicidade da existência corpórea. Para essas correntes de pensamento religioso, a criança traz, ao nascer, apenas os ascendentes biológicos, que seriam herdados dos antepassados próximos ou remotos.
      A concepção espírita diverge, também, de outras doutrinas reencarnacionistas que consideram a volta do Espírito ao mundo material apenas com fins punitivos ou, quando muito, para o cumprimento de uma missão.
      O Espiritismo não nega a reencarnação missionária, e ensina que aquilo que é visto como punição é apenas o funcionamento da lei de causa e efeito. Entretanto, vai além, ampliando a compreensão da própria vida, ao revelar o aspecto evolutivo da reencarnação.
     Vista sob essa ótica, a criança é um Espírito imortal, detentor de imensa bagagem de experiências vivenciadas em outras épocas, herdeira de si mesma, que retorna à Terra, a fim de adquirir novos conhecimentos e, principalmente, de reformular sua maneira de proceder, ajustando-a, tanto quanto possível, aos postulados do Evangelho de Jesus. Assim, aprende-se, no Espiritismo, que a reencarnação tem por objetivo o prosseguimento da jornada evolutiva do Espírito.
     Ao responderem a Kardec a respeito da utilidade de passar pelo estado de infância, os Espíritos superiores atribuíram a responsabilidade da execução dos procedimentos educativos, não só aos pais, mas a todos aqueles que têm oportunidade de propiciar à criança ensinamentos e exemplos que a ajudem a adquirir novos conhecimentos e a reformular seu modo de proceder, ou seja, de reeducar-se através do esforço consciente, no sentido de exteriorizar sua luz, herança divina de que todos os Espíritos somos dotados, conforme ensinamento de Jesus (Mateus, 5: 16).
   Dentre esses incumbidos de educá-la, segundo a expressão dos Espíritos (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, item 8, FEB), estão os evangelizadores da infância, ligados a esses irmãos recém-chegados do mundo espiritual, não pelos laços da consanguinidade nem do parentesco físico, mas pelos mais sagrados elos da nobre tarefa assumida perante o Evangelizador Maior.
     Entende-se, assim, que foram admitidos num trabalho que é continuação daquele iniciado no mundo espiritual, na preparação do Espírito para sua volta às lides terrenas. Ao ser considerada a Escola Espírita de Evangelização como um Posto Avançado do mundo espiritual, deve-se meditar sobre a extensão e a responsabilidade da tarefa que é atribuída ao evangelizador.
     Consciente dessa grave responsabilidade, qual seja a de iluminar consciências, urge que se prepare convenientemente através da oração sincera, da meditação serena, do estudo edificante, a fim de que a sua palavra, portadora de carga magnética gerada na convicção profunda, e não apenas na informação superficial, possa tocar os pequeninos, pois quem não está convencido do que diz, raramente consegue convencer alguém. Como exemplo, é oportuna a lembrança das palavras do Benfeitor Alexandre, citadas no livro Missionários da Luz:
[...] O companheiro que ensina a virtude, vivendo-lhe as grandezas em si mesmo, tem o verbo carregado de magnetismo positivo, estabelecendo edificações espirituais nas almas que o ouvem. Sem essa característica, a doutrinação, quase sempre, é vã.2
     Desse modo, a palavra suave, embora firme, abrirá as portas do entendimento da criança, propiciando oportunidade à semeadura das lições do Evangelho, agora explicado à luz da Doutrina Espírita.
     Deve, o evangelizador, ter consciência de que a Escola Espírita de Evangelização – chamada afetivamente de “escolinha” – é, malgrado o pouco tempo de que dispõe para o convívio com a criança, apesar da incompreensão de alguns dirigentes de centros espíritas e das dificuldades materiais, a escola que mais esclarece no mundo, aquela mais propícia à implantação dos tempos novos, em face dos ensinamentos libertadores, capazes de levar o evangelizando a uma mudança de mentalidade, que o capacitará a colaborar efetivamente na implantação de uma sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna, conforme preconizam os Espíritos.
     Importa seja lembrado também que o Espiritismo, ao trazer de volta os ensinamentos de Jesus, na sua simplicidade, objetividade e pujança originais, anula aquele sentimento místico do comparecimento ao templo – assim chamado casa de Deus – e revela o mundo como oficina da vivência religiosa, portanto, do aperfeiçoamento espiritual.
     Anula, também, outro referencial religioso, além do templo, qual seja a figura do guru, do sacerdote, do pastor. Tendo isso em mente,deve o evangelizador meditar sobre o que ele representa para a criança, que o observa efetivamente como referencial religioso, malgrado o seu empenho em mostrar-lhe os verdadeiros referenciais nas figuras veneráveis que, através dos tempos, têm trazido suas contribuições para a iluminação da criatura humana, no que se destaca a figura maior de Jesus.
     Assim pensando, deve o evangelizador empenhar-se, com toda a força do seu entendimento, no sentido de aprimorar-se cada vez mais para a execução do seu trabalho junto à criança. Esse aprimoramento envolve três aspectos principais, que devem ocupar o primeiro plano das suas preocupações: o pensar, o sentir e o fazer.
     O pensar leva-o à reflexão, à conscientização plena do valor do seu trabalho. Quando medita sobre sua atuação no setor de evangelização infantil, deve avaliar o nível do seu comprometimento com a tarefa; que espaço ela ocupa em sua mente; quantas horas por semana dedica ao preparo da mensagem que levará à criança que espera dele a orientação, a fim de que caminhe com segurança neste mundo tão conturbado da atualidade.
     Sem que se julgue grande missionário ou Espírito iluminado, é justo que tenha consciência da relevância e do valor da tarefa a que se dispõe, ainda que a sua turma de evangelizandos seja pequena, que seja “turma” de um só! E quando o assalte alguma dúvida a respeito da validade do seu esforço, deve lembrar-se de que no trabalho mediúnico de desobsessão – que deveria denominar-se “evangelização do desencarnado” – um grupo de várias pessoas se empenha, às vezes durante muito tempo, no encaminhamento de um único Espírito que trilha caminho equivocado, não raro por não ter sido evangelizado na infância.
     Ao serem examinados os resultados das tarefas desenvolvidas nas instituições espíritas, fica evidente que a Evangelização da criança é a atividade mais importante, uma vez que beneficia o Espírito desde a fase infantil, influenciando o seu proceder, dando-lhe diretrizes que o ajudarão não só nesta sua passagem pela Terra, mas que servirão como farol a iluminar-lhe a consciência em sua vida de Espírito imortal. Por isso é que, embora reconhecendo o valor das outras tarefas desenvolvidas nos centros espíritas, chega-se facilmente à conclusão de que a Evangelização da Criança deveria ter primazia, deveria ser atividade olhada com a maior responsabilidade por parte dos dirigentes das instituições espíritas, por ser a encaminhadora do Espírito, numa verdadeira continuação do trabalho iniciado no mundo espiritual, durante os preparativos para sua volta.
     É a consciência profunda do insubstituível valor da tarefa que deve alentar o evangelizador nos momentos de desânimo, quando a incompreensão dos dirigentes da casa onde trabalha, a falta de espaço físico, de material apropriado, a falta de cooperação dos próprios pais, as dificuldades com a criança – todas essas dificuldades quiserem tirá-lo dessa seara bendita a que foi convocado.
     O evangelizador deve empenhar-se, também, no desenvolvimento da sua capacidade de sentir. Todos temos em nós o amor, em estado de latência. Essa herança divina, que o Espírito vai revelando através dos séculos sucessivos, pode ter sua exteriorização acelerada pelo esforço consciente da criatura. E o evangelizador é desafiado ao esforço de amar, pois quem não ama não tem condição de suscitar nos pequeninos o desejo de amar.O pensar é muito importante, imprescindível mesmo.Mas o pensar sem o sentir pode levá-lo a uma postura muito fria, muito calculada que, embora matematicamente certa dentro dos parâmetros meramente pedagógicos, vistos do ângulo acadêmico, não se coaduna com o espírito do trabalho de evangelização, que deve primar pelo incentivo ao desenvolvimento das virtudes preconizadas pelo Evangelho.
     E quando, após anos de trabalho junto a uma criança, souber que ela se desviou, a partir da adolescência ou da juventude, o evangelizador não deve desanimar, julgando perdido todo o seu esforço ao longo de anos sucessivos. O Bem nunca se perde.Mais cedo ou mais tarde, às vezes com o concurso da dor, as sementes recolhidas com os risos da infância germinarão, até mesmo regadas pelas lágrimas na idade adulta


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